Em 15 de agosto de 2011, o Instituto Cidadania, criado em 1993, dava lugar ao Instituto Lula

Há 14 anos, o Instituto Lula trabalha pelo desenvolvimento e pela redução das desigualdades no Brasil. Com o compromisso de elaborar e compartilhar políticas públicas, principalmente destinadas à erradicação da pobreza e da fome, o Instituto é hoje também um espaço de debate e de defesa dos direitos democráticos, de memória, de preservação do acervo e do legado dos governos progressistas de Lula e Dilma Rousseff.
Ao longo dos 14 anos de atuação, o trabalho do Instituto também esteve voltado ao compromisso com o acesso democrático à educação, à promoção da igualdade, à universalização da Saúde e ao desenvolvimento com sustentabilidade ambiental.
“Hoje, celebramos com orgulho os 14 anos de atuação do nosso Instituto, um marco significativo na nossa trajetória de compromisso e dedicação à promoção da justiça social e à redução da desigualdade no Brasil. Desde sua fundação, o Instituto tem trabalhado incansavelmente para elaborar e implementar políticas públicas que visam transformar a realidade de milhões de brasileiros. Nosso trabalho tem sido guiado pela escuta, garantindo que as vozes mais afetadas pelas desigualdades sejam ouvidas e consideradas na formulação de políticas que farão do Brasil um país mais justo e igualitário”, declarou a presidenta do Instituto, Ivone Silva.
O começo
“A história do Instituto Lula começa logo após o segundo turno da eleição de Lula com o Collor, em 1989. Teve uma reunião no dia seguinte na casa de um simpatizante do PT, que convidou todo o palanque do segundo turno, vários candidatos. Nesta reunião, Lula fez uma proposta para que aquelas forças continuassem juntas para fazer uma oposição afirmativa. E ali começamos uma espécie de Governo Paralelo,” conta Clara Ant, ex-diretora e atual conselheira do Instituto.
O diretor de Operações e Planejamento, Paulo Tarciso Okamotto, presente na história do Instituto desde sua fundação, destaca a importância política e reforça o compromisso do Instituto com seus ideias fundadores. “Hoje, reafirmamos o mesmo compromisso que nos move desde o primeiro dia: debater, propor e construir caminhos que assegurem que o Brasil alcance justiça social, dignidade e democracia. Acreditamos que, por meio do diálogo e da colaboração, podemos enfrentar os desafios que ainda persistem em nossa sociedade. Estamos determinados a seguir em frente, sempre ao lado do povo brasileiro, defendendo os valores que sustentam nossa democracia e trabalhando por um futuro mais justo e solidário para todos.”
Criado em 1993, após as experiências do Governo Paralelo, o Instituto Cidadania pensou e organizou as primeiras viagens feitas por Lula e seus assessores às diferentes regiões do país. Surgiam, então, as Caravanas da Cidadania, que percorreram, ao longo de sete viagens, 40 mil quilômetros em 24 estados, entre abril de 1993 e julho de 1994.

Foi a partir da experiência adquirida nessas viagens e com os diálogos feitos com a população de cada território que surgiram os insumos para a elaboração de projetos que, mais tarde, virariam políticas de Estado dos governos Lula.
Políticas Públicas
Entre os projetos que nasceram a partir de estudos e discussões geradas no Instituto Cidadania, estão o Fome Zero, que foi o embrião do Bolsa Família, um dos programas responsáveis por tirar o país do Mapa da Fome duas vezes; o Projeto Moradia, que inspirou a criação do Minha Casa Minha Vida, o Sistema Único de Segurança Pública, além do Projeto Energia Elétrica, que acendeu o debate que culminou no Luz Para Todos, programa que levou luz e dignidade para 16 milhões de pessoas.
A opção por transformar o Instituto Cidadania em Instituto Lula veio em 2011, após o término do segundo mandato de Lula, e foi inspirada em iniciativas de ex-presidentes que criaram instituições semelhantes após concluírem seus mandatos e mantiveram-se na vida política.
Do Brasil pro mundo
Ao final do seu segundo mandato, Lula decidiu seguir contribuindo com as causas nacionais e internacionais defendidas durante seus governos, especialmente o combate à fome, à pobreza e à desigualdade social na América Latina e nos países da África. Na África, na América Latina e em debates sobre o papel da China, compartilhamos soluções contra a fome, a pobreza e a desigualdade.
Criada no Instituto Lula, a Iniciativa América Latina ajudou no desenvolvimento econômico e social da região e contribuiu na luta por um território latino-americano reconhecido e respeitado no mundo todo. Nos últimos anos, o Instituto participou e intermediou diversos encontros com movimentos sociais e intelectuais latino-americanos para debater os desafios à integração e propor saídas conjuntas para a região.
Com a Iniciativa África, o Instituto Lula deu prosseguimento ao trabalho iniciado por Lula de melhorar as relações do Brasil com os países africanos. Junto a acadêmicos, embaixadores, lideranças de movimentos sociais, produtores culturais, empresários, estudantes e dirigentes de organismos multilaterais, a Iniciativa tem como eixo central de atuação o compartilhamento das políticas públicas e projetos sociais de combate à fome e à miséria que deram certo no Brasil.
Legado e memória
Faz parte também do compromisso do Instituto Lula a garantia de manter vivo o legado dos governos que mudaram o Brasil, assim como o legado que está sendo escrito agora, durante o terceiro mandato do presidente Lula. Além disso, resgatamos os principais capítulos da história de luta pela construção da democracia, igualdade e justiça social em nosso país.
Para isso, foram criados os projetos Brasil da Mudança, ambiente digital que faz parte do site do Instituto Lula, no qual estão reunidas as principais políticas públicas que transformaram a realidade do país, e o Memorial da Democracia, um museu virtual para lembrar das lutas de nosso povo pela democracia, pela igualdade e pela justiça social.
Futuro
“Olho para o futuro do Instituto com esperança e determinação, consciente de que nossa missão de construir novos horizontes para o Brasil é mais relevante do que nunca. Estamos comprometidos em caminhar lado a lado com o povo brasileiro, ouvindo suas necessidades e aspirando à construção de soluções que promovam a inclusão e a justiça social”, declarou Ana Flávia Marques, diretora de América Latina e África do Instituto Lula.
O diretor de Organização, Acervo e Documentação do Instituto Lula, Wellington Messias Damasceno reafirma a importância do acervo presidencial abrigado pelo Instituto Lula. “Hoje celebramos 14 anos de dedicação e preservação da nossa história no Instituto. Cada item do nosso acervo conta uma parte da narrativa que moldou nossa cultura e identidade. É através das nossas memórias que construímos um futuro mais rico e consciente. Vamos continuar a valorizar e compartilhar nosso patrimônio, garantindo que as próximas gerações também possam aprender e se inspirar. Agora, além de debater e olhar para o legado do passado, vamos conjugar as tarefas para olhar para frente.”
Fonte: institutolula.org